Abstract
As histórias da geografia são, por sua própria natureza, empreendimentos seletivos. A aparente tendência dos geógrafos a depreciar períodos específicos da história da disciplina, ao mesmo tempo em que exaltam outros, é caraterística do modo pelo qual o progresso tem sido mensurado, a relevância definida e a novidade identificada. Contudo, enquanto outras disciplinas das humanidades e ciências sociais se comprometem ativamente com seus cânones textuais e figuras fundadoras, os geógrafos notoriamente evitam fazê-lo. Neste artigo, nós refletimos sobre o porquê disso e como diferentes concepções de canonicidade têm sido importantes para as maneiras como a história da geografia e seus fundamentos intelectuais foram narrados. Ao refletir sobre a importância dos textos de geografia para as maneiras como imaginamos a disciplina – seu passado, presente e futuro –, nós consideramos como os processos de lembrança e esquecimento têm sido empregados para servir a determinadas agendas intelectuais e ideológicas. Concluímos defendendo um comprometimento mais sério com o legado textual da geografia: algo que pode beneficiar não apenas a historiografia, mas também a consciência disciplinar e, consequentemente, o futuro da própria geografia.
| Translated title of the contribution | About canonical geographies |
|---|---|
| Original language | Portuguese |
| Number of pages | 27 |
| Journal | Terra Brasilis |
| Volume | 15 |
| DOIs | |
| Publication status | Published - 31 Jul 2021 |
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