Abstract
Um tema recorrente na historiografia da Primeira Cruzada descreve o imperador bizantino solicitando um pequeno contingente ao papa Urbano e recebendo vastos exércitos que escapavam a seu controle. A cruzada foi, assim, inteiramente inesperada, sendo o imperador alheio à sua gênese. Estudos recentes, no entanto, contestaram essa tese, e novas abordagens surgiram. Uma segunda teoria sustenta que houve uma guinada inédita na política externa, com o imperador profundamente envolvido em sua origem e exercendo um papel central na formação de seus ideais e objetivos. A terceira abordagem, mais modesta em alcance, sustenta que, embora certamente envolvido, sua atuação não representou uma inovação disruptiva, mas sim a extensão de uma resposta já consagrada a situações de crise, que envolvia buscar aliados externos, oferecer-lhes incentivos financeiros e até incutir um elemento espiritual nos acordos. Foi o uso da última dessas táticas padrão que resultou em mal-entendidos entre o imperador bizantino e os cruzados.
| Translated title of the contribution | Byzantium and the First Crusade: Three Avenues of Approach |
|---|---|
| Original language | Portuguese |
| Pages (from-to) | 187-201 |
| Number of pages | 15 |
| Journal | Signum: Revista da Associação Brasileira de Estudos Medievais |
| Volume | 27 |
| Issue number | 1 |
| Publication status | Published - 7 Aug 2026 |
Keywords
- Byzantine empire
- crusades
Cite this
- APA
- Author
- BIBTEX
- Harvard
- Standard
- RIS
- Vancouver